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sábado, 17 de dezembro de 2016

REGÊNCIA 2017 ORIXÁ E PLANETA


Hoje vamos falar sobre a Regência de 2017, o Orixá Comandante de 2017 o Planeta regente de 2017.





2016 foi um ano regido por Oxalá em todas as suas manifestação, trouxe o progresso de Oxaguiã (Oxalá Novo) e a Calma de Oxalufã (Oxalá Velho), um dos trabalhos iniciados neste ciclo que Oxalá dá abertura foi da clareza. Com certeza 2016 foi o ano que os véus foram rasgados, máscaras arrancadas e cada um de nós enfrentou com clareza e tivemos a amplitude e discernimento para com as Coisas.



o Ano de 2017 ainda estará nesta influencia, sob a regência do Planeta Vênus que é o Planeta dos Apaixonados. Vênus trará mais amor, mais compreensão e principalmente mais paixão, a vida será e estará mais exaltada neste ano, porém deve-se tomar cuidado com paixçoes furtivas e explosivas, e ainda mais cuidado com a superficialidade pois todos estarão “Enamorados”




Este Ano  trará a Regência do Orixá Oxossí, orixá da fartura, do conhecimento, da disciplina e principalmente da Ciência. Oxossí traz a fome do Saber, trás a vontade para evoluir, será um ano muito propenso para começar e até mesmo retomar estudos, cursos e afins. Um ano extremamente racional, Assim como o Orixá da Fartura.




Um ano que passará como o vento, a flecha rápida do Caçador dos Orixás, será um ano de novas descobertas, descobertas estas tanto na terra como fora dela, mas principalmente para com a medicina, será um ano importantíssimo para pesquisadores e cientistas, novas descobertas , como curas, vacinas e principalmente genéticas serão reveladas em 2017.



A palavra do Ano é a “VONTADE” pois neste ano se você não fizer, alguém fará por você. As pessoas estarão mais suscetíveis ao Anarquismo, pois Oxossi não aceita ser mandado ou comandado, o povo falará muito mais alto e principalmente alguns “Tabus” serão quebrados, enfim 2017 será um ano renovador e esclarecedor, será um ano-chave para evolução humana. 



A Cor de 2017 é o Verde e O clima de 2017 será ameno, teremos muitas chuvas torrenciais, será um ano “molhado” Além de Oxossí, Oxum sua eterna companheira estará presente, principalmente em relações familiares, trazendo muito companheirismo e fortalecimento do laço familiar entre as pessoas, Sua regência será mais presente a partir de Julho.



Por Pai Léo das Pedreiras





Que Oxalá nos abençoe sempre



fonte: http://umbandadejesus.blogspot.com.br/2016/09/2017-orixa-regente-e-planeta-regente.html

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Oxóssi

Oxóssi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição, e caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras.
Pertence a Quarta linha da Umbanda, seu dia da semana é Quinta feira, ele é sincretizado com São Sebastião, seu dia de festa é 20 de janeiro.
Essa linha é constituída de sete legiões ou falanges:
Legião do Caboclo das Sete encruzilhadas, que dirige as falanges das florestas, que são os espíritos das tribos Aimorés, Tupis, Tupiniquins, etc...
Legião do Caboclo Araribóia, chefiada pelo Cacique Araribóia.
Legião de Urubatão, chefiada pelo Caboclo Urubatão.
Legião da Cabocla Jurema, chefiada pela Cabocla Jurema.
Legião dos Tamoios, chefiada por Caboclo Grajaúna.
Legião dos Guaranis, chefiada pelo Caboclo Araúna.
Legião dos Peles Vermelhas, chefiada pelo Caboclo Águia Branca, integrando as falanges de índios Chippeway, Sioux, etc.
Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usada nos rituais de Umbanda.
Oxossi está ligado a tudo que nasce e cresce através da fotossíntese. Tem participação fundamental no processo da clorofila, essência vegetal na purificação do ar que respiramos.
Na saúde ele dá força e energia, rege os pulmões e todo aparelho respiratório.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.
Este Orixá é bastante difundido no Brasil, mas sua figura é pouco lembrada na África. Este processo de esquecimento na África deve-se ao fato de Oxossi ter sido cultuado  basicamente em Keto, aonde chega a receber o título de rei.
Este país, Keto, praticamente destruído e saqueado pelas tropas do rei de Daomé, teve seu povo, inclusive grande número de iniciados de Oxossi, transformados em escravos, vindos a ser vendidos tanto no Brasil como nas Antilhas. Este esquecimento chegou a tal ponto que embora existindo ainda em Keto os locais onde outrora Oxossi recebia oferendas, já não existem atualmente pessoas que saibam ou desejem cultuá-lo.
Os filhos de Oxossi são geralmente pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Evitando fazer barulho quando em perseguição a um objetivo, mantêm-se de olhos bem abertos e ouvidos atentos.
Fisicamente, os filhos de Oxossi, tendem a serem relativamente magros, um pouco nervosos, mas controlados. São reservados, tendo forte ligação com o mundo material, sem que esta tendência denote obrigatoriamente ambição e instáveis em seus amores.
Sua cor é a verde;
Seu símbolo é o arco e flecha unidos;
Suas flores são Palmas Vermelhas, Cravos Vermelhos e Rosas Vermelhas;
Suas frutas são todas as frutas e frutos;
Seu vinho é o Tinto Rascante ou Clarete;
Seu metal é o bronze e o latão;
Suas pedras preciosas são Calcite Verde, Esmeralda e Quartzo Verde;
Suas essências são Sândalo e Couro da Rússia;
Suas ervas são Erva de Oxoce, Erva da Jurema, Alfavaca, Jureminha, Pelegum Verde, Cana do Brejo, Caiçara, Eucalipto.
Sua Saudação: “Okê Arô  - Odé Koké Maior”

quarta-feira, 31 de agosto de 2011


Orixá africano dos caçadores, irmão caçula de Ogum, Oxóssi era também cultuado pela sua importância terapêutica, por conta de seu contato com as matas e, consequentemente, com o Orixá das folhas terapêuticas e litúrgicas, Ossain. 
Além disso, era o desbravador que, em busca da sobrevivência, descobria novos locais para a prática da agricultura e a instalação de aldeias, assim como funcionava como um guardião, já que aos caçadores era dada a atribuição de defesa por conta do uso de armas (arco e flecha, por exemplo). 
Nessas atribuições de Oxóssi podemos perceber numa das lendas sobre o Orixá.


Olofin era um rei africano da terra de Ifé, lugar de origem de todos os iorubas. Cada ano, na época da colheita, Olofin comemorava, em seu reino, a Festa dos Inhames. Ninguém no país podia comer dos novos inhames antes da festa.
Chegado o dia, o rei instalava-se no pátio do seu palácio. Suas mulheres sentavam-se à sua direita, seus ministros sentavam-se à sua esquerda, seus escravos sentavam-se atrás dele, agitando leques e espanta-moscas, e os tambores soavam para saudá-lo. As pessoas reunidas comiam inhame pilado e bebiam vinho de palma. Elas comemoravam e brincavam. De repente, um enorme pássaro voou sobre a festa. O pássaro voava à direita e voava à esquerda… Até que veio pousar sobre o teto do palácio.
A estranha ave fora enviada pelas feiticeiras, furiosas porque não foram também convidadas para a festa. O pássaro causava espanto a todos! Era tão grande que o rei pensou ser uma nuvem cobrindo a cidade.
Sua asa direita cobria o lado esquerdo do palácio, sua asa esquerda cobria o lado direito do palácio, as penas do seu rabo varriam o quintal e sua cabeça,o portal da entrada. As pessoas assustadas comentavam:

“Ah! Que esquisita surpresa?”
“Eh! De onde veio este desmancha-prazer?”
“Ih! O que veio fazer aqui?”
“Oh! Bicho feio de dar dó!”
“Uh! Sinistro que nem urubu!”
“Como nos livraremos dele?”
“Vamos, rápido,chamar os caçadores mais hábeis do reino.”

De Idô,trouxeram Oxotogun, o “Caçador das vinte flechas”. O rei lhe ordenou matar o pássaro com suas vinte flechas. Oxotogun afirmou: “Que me cortem a cabeça se eu não o matar!”. E lançou suas vinte flechas,mas nenhuma atingiu o enorme pássaro. O rei mandou prendê-lo.
De Morê, chegou Oxotogi, o “Caçador das quarenta flechas”. O rei lhe ordenou matar o pássaro com com suas quarenta flechas. Oxotogi afirmou: “Que me condenem à morte,se eu não o matar!”. E lançou suas quarenta flechas, mas nenhuma atingiu o pássaro. O rei mandou prendê-lo.
De Ilarê, apresentou-se Oxotadotá, o “Caçador das cinqüenta flechas”. Oxodotá afirmou: “Que exterminem toda a minha família,se eu não o matar”. Lançou suas cinqüenta flechas e nenhuma atingiu o pássaro. O rei mandou prendê-lo.
De Iremã, chegou, finalmente, Oxotokanxoxô, o “Caçador de uma flecha só”. O rei lhe ordenou matar o pássaro com sua única flecha. Oxotokanxoxô afirmou: “Que me cortem a cabeça em pedaços se eu não o matar!”. Ouvindo isto, a mãe de Oxotokanxoxô, que não tinha outros filhos, foi rápido consultar um babalaô, o adivinho, e saber o que fazer para ajudar seu único filho.
“Ah! disse-lhe o babalaô”.
“Seu filho está a um passo da morte ou da riqueza. Faça uma oferenda e a morte tornar-se-á riqueza”. E ensinou-lhe como fazer uma oferenda que agradasse as feiticeiras. A mãe sacrificou, então, uma galinha, abrindo-lhe o peito, e foi rápido colocar na estrada,gritando três vezes: “Que o peito do pássaro aceite este presente!”, foi no momento exato que Oxotokanxoxô atirava sua única flecha. O feitiço pronunciado pela mãe do caçador chegou ao grande pássaro. Ele quis receber a oferenda e relaxou o encanto que o protegera até então. A flecha de Oxotokanxoxô o atingiu em pleno peito. O pássaro caiu pesadamente,se debateu e morreu. A notícia espalhou-se: “Foi Oxotokanxoxô, o “Caçador de uma flecha só”, que matou o pássaro! O rei lhe fez uma promessa,se ele o conseguisse! Ele ganhará a metade da sua fortuna! Todas as riquezas do reino serão divididas ao meio, e uma metade será dada a Oxotokanxoxô!!”

Os três caçadores foram soltos da prisão e, como recompensa, Oxotogun,o “Caçador das vinte flechas”, ofereceu a Oxotokanxoxô vinte sacos de búzios; Oxotogi, o “Caçador das quarenta flechas”, ofereceu-lhe quarenta sacos; Oxotadotá, o “Caçador das cinqüenta flechas”, ofereceu-lhe cinqüenta. E todos cantaram para Oxotokanxoxô. O babalaô, também, juntou-se a eles, cantando e batendo em seu agogô: “Oxowusi! Oxowusi!! Oxowusi!!! “O caçador Oxó é popular!” E assim é que Oxotokanxoxô foi chamado Oxowusi.
Oxowusi! Oxowusi!! Oxowusi!!! (VERGER, 1997, p.17-19)


Os símbolos de Oxóssi são o Ofá e o Irukeré, respectivamente o arco e a flecha de metal, conjugados, e o espanta-mosca – símbolo dos Reis na África e afugentador e dominador de Égúns, além dos Oge – Chifres de touro – chamados Olugboohun (o Senhor escuta minha voz), que é um poderoso meio de comunicação entre o Aiyé, mundo físico e o Orún, o mundo espiritual).

Suas habilidades de caçador, ou flecheiro atirador, aproximaram o Orixá das imagens romantizadas dos indígenas brasileiros, cujo estereótipo foi o do indígena “audaz, forte, guerreiro, altivo, indômito” (COSTA, 1983, p.230), incorporado pela Umbanda na figura do Caboclo. Nos cultos umbandistas, Oxóssi se torna o Pai dos Caboclos, sendo estes que se manifestam nas giras, não o Orixá em si. Além dessa identificação de Orixá com os Caboclos, podemos perceber a apropriação, por parte de Oxóssi, das qualidades inerentes à Ossain, o Orixá das folhas, ou seja, das ervas medicinais, cujas propriedades terapêuticas promovem a cura dos males físicos e espirituais. A mata, ambiente natural dos indígenas, se torna, no Brasil, o habitat de Oxóssi, tornando o Orixá o protetor “oficial” das florestas e dos animais que ali habitam. Logo, de caçador, Oxóssi se torna protetor da caça, numa conversão do Orixá africano às características dos povos indígenas que habitavam em grande número o território brasileiro.

Na Umbanda, Oxóssi também é sincretizado com São Sebastião, Santo padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. Isso se deve, provavelmente, à “figura do homem seminu (caboclo?) amarrado a um tronco de árvore (mata?) e crivado de flechas (índios?)” (TRINDADE, LINARES e COSTA, 2008, p.173). Não obstante a semelhança com o indígena, São Sebastião se torna Oxóssi para os umbandistas, pelo prestígio do Santo católico, protetor contra as pestes e as guerras. Todavia, nas giras nos terreiros de Umbanda, Oxóssi é cultuado como Caboclo, não ocorrendo a incorporação por São Sebastião. Assim como ocorre com Ogum, a questão foi resolvida com a separação entre as manifestações vibratórias do Orixá/Santo e a incorporação dos Caboclos (COSTA, 1983, p.245). 


Créditos: Marcelo Alonso Morais é professor de Geografia do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro, e tem mestrado em Geografia das Religiões.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Oxóssi, ou Oxoce, na Umbanda é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião. É um Orixá caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o médico, cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.
   O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da linha do Conhecimento. O fato é que o Trono do Conhecimento é uma divindade assentada na Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos magnéticos da linha do Conhecimento. O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo. Oxóssi forma com Obá a terceira linha de Umbanda Sagrada, que rege sobre o Conhecimento. Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra. Oxóssi estimula e Obá anula.  Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações desordenadas dos seres regidos pelos mistérios do Conhecimento. Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica. Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo absorvente. Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como a terra fértil onde eles crescem e se multiplicam. Oxóssi é o raciocínio arguto e Obá é o racional concentrador. Oxóssi é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres na apresentação de novos conhecimentos, de novos horizontes, etc.
   Simbolicamente representamos Oxóssi com sete setas, que são as sete buscas contínuas do ser.Oxóssi expande, irradia e impele os seres.

 Pai amado e grande Orixá; espalha a concórdia e a paz entre os homens e mulheres; preserva-nos e livra-nos dos males da peste, da fome, das guerras, do vício e das revoluções insensatas. Que assim seja!